Existem cada vez mais bolhas nos afetos do brasileiro - e de todo o mundo. O consumo dos vinhos espumantes cresce ano após ano, principalmente entre os jovens até 30 ou 35 anos, e não foi diferente durante a pandemia. A conquista de novos consumidores se deve à modernização dos produtos e, ao mesmo tempo, demanda olhar atento para novas tendências.

O aumento já era sentido antes mesmo do caos do coronavírus. Em 2019, a nível mundial, o consumo de espumantes cresceu 83% em relação aos cinco anos anteriores, com o Brasil sendo protagonista desse processo: nossos produtos tiveram incremento de 22% na comercialização dentro do país durante este mesmo período.

Mesmo com a humanidade inserida na pandemia e seus reflexos, o consumo seguiu crescendo. De acordo com estudo apresentado pela Ideal Consulting ao Conselho de Planejamento e Gestão da Aplicação de Recursos Financeiros para Desenvolvimento da Vitivinicultura do Estado do Rio Grande do Sul (Consevitis-RS), o acumulado em um ano, de junho de 2020 até junho de 2021, representou  avanço também significativo: 15% no consumo brasileiro de espumantes em relação aos 12 meses anteriores. Na comparação do primeiro semestre de 2021 com os seis meses iniciais do ano anteriorr, a curva é ainda mais ascendente, com um avanço de 67%.

Um dos motivos para esse crescimento é que o espumante caiu nas graças dos mais jovens - aqueles entre 18 e 35 anos, principalmente as mulheres. Estudos recentes dão conta de que apesar de a cerveja seguir tendo a preferência nacional, os vinhos finos e os borbulhantes têm conquistado espaço: pessoas de 20 a 25 anos têm consumido estas bebidas 30% a mais que as outras faixas etárias.

A explicação é também motivo para que os profissionais ligados à produção de espumantes mantenham a mente aberta. De acordo com estudos elaborados pela Cooperativa Vinícola Garibaldi, as novas gerações já chegam com preferência por consumir produtos inovadores, ao que se torna imprescindível não se deixar acomodar com os bons números.  Foi com esse pensamento que a aposta do setor nas versões rosé se mostrou tão acertada. Cerca de 50% da comercialização da Cooperativa Vinícola Garibaldi no primeiro quadrimestre de 2021 envolveu estes produtos. Outro desempenho que chamou à atenção foi o dos frisantes, representados pelo repaginamento da linha Relax - também com versão rosé: crescimento de 450% nas vendas.

 

Os espumantes rosé já são uma tendência. Qual a próxima moda?

 

 

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