As boas notícias sobre o aumento no consumo do vinho no país em 2020 ganham novas – e animadoras – projeções a partir de uma recente pesquisa publicada pela revista especializada Baco, uma das mais importantes do segmento. Em relação a 2019, a venda de vinhos cresceu 22,5%. E essa curva ascendente não foi apenas na comercialização. Segundos dados da Nielsen, a bebida passou a fazer parte de 847 mil lares, um aumento de pouco mais de 3%.

Para comprar seu vinho nacional, o brasileiro optou pelo canal Cash & Carry (ou atacarejo), com 41,2% das vendas. Mas mesmo nos demais canais os índices foram grandes – 19,7% em hipermercados e 29,5% em super grandes. No C&C, os vinhos nacionais (comum e fino) lideram com ampla margem, 81,8% de share.

Em outra pesquisa, realizada entre os dias 25 e 31 de outubro com 2 mil pessoas por meio das redes sociais da editora Baco, 51% deles disseram beber vinho semanalmente, ante 39% da pesquisa realizada em 2018. Esses mesmos entrevistados disseram preferir consumir vinho tinto (80%). Quanto ao teor alcoólico, embora 55% expressaram não se preocupar com essa questão, 32% dão preferência a vinhos com menos álcool, uma percepção ligada às gerações millennials e Z.

Outros extratos do levantamento apontam que 59% consideram os vinhos brasileiros bons e com bons preços, 57% consomem até duas garrafas por mês e 53% estão abertos a experiências quanto ao tipo de vinho a ser consumido. Quanto às compras, pergunta em que os entrevistados podiam assinalar mais de uma resposta, 77% deles disseram realizá-las em supermercados, enquanto 38% optaram m pelas casas especializadas – o e-commerce aparece com 18%. Ainda em relação à comercialização, 58% apontaram que o custo-benefício é fator fundamental para realizar a compra, sendo que 74% dos consumidores adquirem vinhos entre R$ 20 e R$ 70.

Segundo a publicação, entre janeiro e outubro de 2020, os vinhos tiveram um acréscimo na comercialização de 39%, enquanto os espumantes experimentaram um crescimento de 12%. Se for analisado apenas o número de garrafas de vinhos finos, o crescimento foi de impressionantes 111%. Essas vendas referem-se as realizadas pelas vinícolas às distribuidoras.

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