
Da cantina ao laboratório, passando pelo enoturismo, mulheres fortalecem a excelência da marca e encontram espaço para crescimento e pertencimento
Em um setor historicamente associado à presença masculina, a Cooperativa Vinícola Garibaldi consolida, ao longo dos anos, um cenário diferente: mulheres ocupando espaços técnicos e de relacionamento com o mercado, contribuindo para a excelência dos produtos e para o fortalecimento da marca. No Dia Internacional da Mulher, a vinícola celebra não apenas a presença feminina em seus quadros, mas também o sentimento de pertencimento que elas carregam e a geração de oportunidades de crescimento. Da cantina ao laboratório, passando pelo enoturismo e pela promoção da marca, a atuação das enólogas demonstra que a enologia vai muito além da elaboração do vinho. É um trabalho que envolve, também, ciência, sensibilidade, análise, comunicação e, sobretudo, propósito.
Há oito meses na cooperativa, a enóloga Priscila Pasqualini integra a equipe da cantina, atuando diretamente na elaboração de produtos. Para ela, alegria e gratidão definem o momento profissional. “Alegria por ter a oportunidade de ingressar numa empresa de grande porte e gratidão pelo que ela representa para o setor e para as famílias da região”, diz. Participar do nascimento de um rótulo que chegará à mesa de tantas pessoas é, segundo ela, um aprendizado constante. “Cada etapa é realizada com responsabilidade e olhar atento, sempre prezando pela qualidade e segurança alimentar”. Acompanhar o processo de elaboração de tantos produtos como a cooperativa tem é um aprendizado muito grande, assim como a convivência com profissionais experientes. “Todo conhecimento e desempenho que tenho hoje são resultado dessas trocas”, observa. Nessa caminhada, também, ela percebe o avanço das mulheres no ambiente de trabalho. “Nós, mulheres, estamos conquistando nosso lugar na produção e em muitos outros setores da enologia, fruto de muito trabalho e dedicação”, pondera.
No laboratório, onde a ciência garante o padrão que o consumidor reconhece na taça, Roberta Nicolodi desempenha um preponderante papel, exercendo responsabilidade técnica e olhar analítico. “Sinto um profundo orgulho e pertencimento. Fazer parte da cooperativa é entender que cada garrafa carrega a história de várias famílias. Contribuir com uma marca que leva o nome da nossa cidade para todo o país e para o mundo é uma grande realização”, observa Roberta, há pouco mais de oito anos na casa. Ela acompanhou de perto a modernização do laboratório, processo que compara ao amadurecimento de um bom vinho. “As novas tecnologias trouxeram precisão e agilidade, exigindo que eu também evoluísse todos os dias”, diz. Para Roberta, o laboratório é o alicerce da confiança do consumidor. “Nada passa sem o rigor técnico necessário. É uma responsabilidade enorme garantir que a excelência que sai da vinícola chegue intacta à mesa das pessoas. É onde a ciência encontra a paixão pelo que fazemos”, reforça. Ao longo dos anos, ela percebeu uma transformação significativa na presença feminina nas áreas técnicas da vitivinicultura. “É uma presença muito mais fortalecida e respeitada. Quando comecei, o cenário era diferente, mas hoje as mulheres ocupam espaços técnicos e de decisão com uma autoridade admirável. Ocupamos nosso lugar com competência e com a firmeza de quem sabe exatamente o valor que entrega para o setor”, avalia Roberta.
Na outra ponta, conectando produto e público, a enóloga Renata Peçanha Cardoso, há sete anos na cooperativa, atua na promoção e no enoturismo, hoje como Supervisora do Enoturísmo, representa também as demais enólogas que atuam nesta ponta, Luciele Seixa e Luísa Cipriani. Representar a vinícola é, para ela, motivo de orgulho e responsabilidade. “Carregamos uma história de 95 anos construída com dedicação e compromisso com a qualidade. Poder contar essa trajetória e transformar o contato em experiências memoráveis é extremamente gratificante”, opina. Renata enxerga o enoturismo como uma ponte entre pessoas, cultura e tradição. “Poder transmitir a paixão que a gente tem é quase um presente. A história da cooperativa tem um propósito muito bonito, e dividir esse momento com quem nos visita é algo muito especial. Cada experiência é única e poder compartilhar esse conhecimento torna tudo ainda mais significativo”. Para ela, a enologia ultrapassa os limites da cantina e do laboratório. “Hoje temos mulheres incríveis atuando em todos os setores. A cooperativa abre espaço para que cada uma desenvolva seu talento, cresça profissionalmente e contribua com sua visão. O vinho também é pensado, feito e representado por mulheres com protagonismo e propósito”, ensina.
Como se percebe, o cooperativismo se constrói por muitas mãos. E, cada vez mais, por mãos femininas que deixam sua marca em todas as etapas do processo, construindo, com todos, o futuro da cooperativa. “Eu acredito na empresa, na força do cooperativismo, mas principalmente eu acredito nas pessoas que estão todos os dias percorrendo o caminho junto comigo”, diz Renata.
sobre vinhos?

Vinícola Garibaldi
Somos o time de conteúdo da Vinícola Garibaldi! Somos apaixonados pela vida, pela Serra Gaúcha e, claro - por espumante ;)

Deixe o seu comentário sobre a postagem: